O que é telemedicina?

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A tecnologia avança a passos largos em muitas áreas e na medicina não é diferente. Mas não estamos falando de pesquisas ou descobertas, e sim de médico online. Uma nova modalidade de atendimento que está gerando conflitos entre os especialistas.

Enquanto os defensores acreditam que a troca de mensagens e fotos facilita um diagnóstico prévio e evita doenças, os opositores destacam que esse método prejudica o contato pessoal entre médico e paciente e teme que alguns cidadãos jamais tenham a oportunidade de serem consultados fisicamente por um especialista.

Para que não haja dúvidas quanto ao método, neste conteúdo abordaremos o que é telemedicina, como ela funciona, os benefícios e quais são suas regulamentações para utilização no Brasil. Confira!

O que é telemedicina?

É uma área da telessaúde que oferece atendimento a distância, por meio da tecnologia e inteligência artificial. Ao conectar-se com um especialista por meio de chats online enviando fotos e vídeos ou mesmo conversando por meio de aplicativos com um médico, a pessoa já está praticando a telemedicina.

Essa metodologia permite enviar exames, emitir laudos, fazer diagnósticos, prescrever tratamentos e acompanhar a evolução do paciente, desde que a primeira consulta com o profissional seja realizada pessoalmente.

O mais importante é que a telemedicina é uma ferramenta, e não um substituto do profissional de saúde, e se for utilizada com sabedoria, traz inúmeros benefícios à população.

Como ela é adotada na área de saúde?

Algumas formas de telemedicina já são utilizadas — umas regulamentadas e outras ainda não, mas todas têm efeitos benéficos para quem as utiliza.

Teleinterconsulta

É o método mais usado, pois o médico compartilha com outro profissional o problema do paciente, a fim de extrair uma segunda opinião. Essa medida já é regulamentada pelo CFM e é importante na prevenção de cirurgias desnecessárias, diagnósticos precipitados e avaliações mais aprofundadas de possíveis doenças.

Teletriagem e teleorientação

Esse recurso ainda não foi regularizado, mas sua adesão cresce a cada dia. O paciente liga para uma central de atendimento e consegue tirar dúvidas com um clínico geral ou com um especialista, por exemplo, alguém que apresenta alterações nos olhos e precisa saber se deve ir a uma consulta presencial ao oftalmologista.

Como funciona a telemedicina no Brasil?

Mesmo com a regulamentação do CFM de 2019 embargada, a norma vigente desde 2002 orienta, de forma genérica, os rumos que a telemedicina pode tomar no Brasil. Contudo, essas diretrizes estão ultrapassadas e abrem precedentes para abusos e injustiças.

Apesar dos obstáculos, as ferramentas são vistas em alguns procedimentos importantes.

Consulta online

Por meio de um aparelho com câmera, microfone e conexão com a internet, o paciente se conecta com o médico e é orientado de acordo com o detalhamento dos sintomas e observação do profissional de saúde.

Interatividade entre as autoridades

Os médicos podem conversar, mesmo a distância, sobre determinado diagnóstico, pesquisas e descobertas, a fim de encontrarem melhores resultados e evoluírem na prevenção de doenças.

Leitura de exames

Caso o paciente realize um exame em um local diferente de onde o seu médico atende, o resultado pode ser enviado diretamente para o profissional que terá maior agilidade na emissão de laudos e prescrição de medicamentos.

Monitoramento 2.0

Em situações em que a pessoa utiliza aparelhos acoplados em seu corpo que monitoram seus batimentos cardíacos, pressão arterial e outras informações, enviando diretamente para o computador do médico e em caso de alterações poderia acionar o atendimento automaticamente para o paciente.

Cirurgia a distância

Parece algo absurdo, mas a robótica é uma inovação dentro da medicina mundial. O paciente poderá ser operado por um robô, sendo comandado a distância pelo cirurgião responsável, desde que na sala de cirurgia a máquina seja acompanhada por um especialista.

Além disso, é muito importante que a internet seja de excelente qualidade e a instituição tenha um sistema confiável de segurança da informação.

Quais são os benefícios?

A telemedicina é uma realidade e, com a tecnologia avançando a cada dia, é importante utilizá-la a favor de médicos e pacientes. Com isso, as vantagens são vistas em vários aspectos:

  • reduz a distância entre médicos e pacientes;
  • amplia o atendimento, mesmo em localidades remotas;
  • facilita a troca de informações entre especialistas e profissionais de saúde;
  • diminui o deslocamento das pessoas para hospitais, clínicas e consultórios;
  • facilita a realização de exames, que podem ser feitos em postos de saúde próximos à residência dos pacientes;
  • reduz os custos operacionais e tempo de atendimento;
  • garante segurança e sigilo dos dados conforme normas internacionais e CFM;
  • agiliza a entrega de exames e qualifica a emissão de laudos.
  • restringe a ida aos postos de saúde, reduzindo as filas e os custos da medicina;
  • diminui os riscos de contaminação em pacientes que se deslocam desnecessariamente aos locais com alta concentração de pessoas doentes.

É interessante salientar que a telemedicina é um complemento da forma tradicional e que sua principal finalidade é atender a todas as pessoas do país, independentemente de onde ela resida.

Quais são os usos regulamentados da telemedicina no país?

Ao reconhecer as regras estabelecidas pela ATA (American Telemedicine Association) o Conselho Federal de Medicina (CFM) as adaptou de acordo com as leis brasileiras e adotou as seguintes normas:

  • as empresas que prestam o serviço de telemedicina devem ter em seu quadro funcional, obrigatoriamente, um médico responsável técnico com registro em órgão regulamentador e que tenha autorização para exercer a telemedicina;
  • a infraestrutura tecnológica deve ser de acordo com as normas do CFM no que diz respeito ao sigilo, manuseio, guarda e transmissão dos dados. Assim como a manutenção da confidencialidade e a privacidade, dando somente aos médicos o direito de emitir laudos a distância;
  • as imagens e dados dos pacientes devem ser guardados por um período de 5 anos pelas empresas prestadoras de telemedicina, por isso é fundamental que exista uma tecnologia avançada, assim como um banco de dados com memória suficiente para o armazenamento seguro das informações.

A telemedicina no Brasil já é uma realidade, mas ainda muito inferior se a compararmos com Israel — o primeiro país a adotar o recurso. Além disso, Estados Unidos e Canadá têm índices elevados e positivos na aplicação do sistema.

Mesmo com o atraso, saber que em um futuro próximo o médico online não será somente um desejo das pessoas que têm uma vida atarefada ou até mesmo as que não têm a possibilidade de ir aos centros urbanos para uma consulta receberem tratamentos efetivos e serem curadas causa uma impressão de que tudo vai ficar bem.

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